
Vancouver é cercada por montanhas nevadas e pelo Oceano Pacífico, e por isso a lista de coisas para fazer em Vancouver costuma misturar natureza, aventura e história em um mesmo roteiro. Um dado interessante: a cidade recebeu mais de 11 milhões de visitantes com pernoite no último ano completo de estatísticas, com estadia média de quase cinco dias. Em 2026, Vancouver ganhou ainda mais visibilidade ao sediar partidas da Copa do Mundo FIFA ao lado de Toronto, o que levou eventos extras a pontos como Granville Island durante o verão.
Antes de fechar o roteiro, vale pesquisar passagens aéreas para Vancouver com antecedência e escolher entre os hotéis em Vancouver mais bem localizados, já que julho e agosto são os meses de maior procura.
Gastown é o bairro onde a cidade nasceu, em 1867, quando um marinheiro apelidado de "Gassy Jack" abriu a primeira taverna da região. As ruas de paralelepípedo e os prédios de tijolo aparente contam essa história a cada esquina, com destaque para o Relógio a Vapor, instalado em 1977.
A melhor forma de conhecer o bairro é caminhando: um free tour por Gastown, com saída perto da Waterfront Station, passa pelos principais marcos em cerca de noventa minutos e segue por outros pontos icônicos do centro.
Stanley Park ocupa uma península inteira ao lado do centro e é um dos parques urbanos mais completos do mundo, com quase 400 hectares de floresta, lagos e praias. O parque fica em território tradicional dos povos Musqueam, Squamish e Tsleil-Waututh, herança indígena que aparece nos totens de Brockton Point e nas histórias contadas pelo caminho.
O principal trajeto é o seawall, via de cerca de nove quilômetros percorrida apenas no sentido anti-horário, boa para caminhar ou pedalar em poucas horas. Um tour pelo Stanley Park com guia local ajuda a entender essas lendas e a não perder os pontos mais bonitos da orla.
A cerca de vinte minutos do centro, em North Vancouver, fica um dos passeios mais conhecidos da cidade: a Capilano Suspension Bridge Park. A ponte pênsil principal existe desde 1889, tem 137 metros de comprimento e fica suspensa a 70 metros de altura sobre o rio Capilano.
O parque também tem o Treetops Adventure, pontes suspensas entre árvores centenárias, e o Cliffwalk, caminho de vidro e aço colado à rocha do canyon. Reservar o ingresso da Capilano Suspension Bridge Park com antecedência evita filas nos meses de mais movimento.

Para quem prefere ver a cidade sem se preocupar com trajetos, o ônibus turístico de Vancouver é uma boa escolha. Ele circula por um roteiro fixo, passando por pontos como o centro, Stanley Park e Granville Island, e permite descer e subir quantas vezes quiser ao longo do dia, com narração sobre cada trecho do trajeto.
A cerca de uma hora de Vancouver, o vale de Squamish concentra um dos passeios de aventura mais completos da região: o rafting no rio Elaho. O percurso tem corredeiras de classe 3 a 4, cenário de geleiras e floresta antiga, e um trecho batizado de Devil's Elbow, ponto alto da descida.
É um programa de dia inteiro, com transporte saindo de Vancouver, que funciona bem tanto para quem já remou antes quanto para iniciantes. O passeio de rafting no rio Elaho já sai com toda a logística organizada.
Victoria, a capital da Colúmbia Britânica, fica na Ilha de Vancouver e é acessada por balsa a partir de Tsawwassen, ao sul da cidade. A travessia da BC Ferries dura cerca de uma hora e meia e atravessa as Gulf Islands, com vistas que já valem o passeio.
Na chegada, o parlamento da Colúmbia Britânica e o hotel Fairmont Empress resumem a arquitetura histórica da cidade. Como o trajeto porta a porta costuma levar de três a quatro horas, uma excursão a Victoria com transporte e balsa incluídos facilita a logística do dia.
Whistler fica a cerca de 120 quilômetros de Vancouver, ligada à cidade pela Sea to Sky Highway, trajeto de aproximadamente duas horas cheio de mirantes sobre fiordes e montanhas. A vila foi uma das sedes dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2010 e segue como o principal destino de montanha da região, com trilhas, teleféricos e vilarejo pedestre movimentado o ano todo.
Para quem não vai alugar carro, uma excursão a Whistler com transporte incluído é a forma mais simples de conhecer a região em um dia.
Vale reservar um tempo para o mercado coberto de Granville Island, aberto desde 1979, com dezenas de barracas de comida, artesanato e vista para a orla de False Creek. Outra opção é subir o Grouse Mountain de teleférico para ver Vancouver do alto, com trilhas e vista para as montanhas da Colúmbia Britânica.
Bairros como Chinatown e English Bay, além do Museu de Antropologia da UBC, também aparecem entre os favoritos de quem já visitou a cidade mais de uma vez. Para comparar todas essas opções antes de fechar o roteiro, vale olhar a lista completa de atividades em Vancouver.
Para passeios de um dia como Whistler ou Squamish, alugar um carro em Vancouver dá mais liberdade para parar nos mirantes da Sea to Sky Highway. Quem prefere não dirigir pode optar por passagens de ônibus entre cidades da região, alternativa prática e mais econômica.
E, como Vancouver segue recebendo mais visitantes nos meses de verão, reservar hotel com antecedência ainda é a melhor forma de garantir preço e boa localização.
Entre quatro e cinco dias costuma bastar para ver o centro, Stanley Park e ainda fazer um passeio de um dia, como Victoria ou Whistler.
Julho e agosto têm o clima mais estável, mas também a maior procura por hotéis; maio e junho oferecem clima parecido com menos movimento.
Sim. A viagem de carro dura cerca de duas horas em cada trecho, o que permite ida e volta no mesmo dia com folga para aproveitar a vila.
Sim. Boa parte do centro, Stanley Park e Gastown pode ser explorada a pé ou de ônibus turístico; o carro faz diferença sobretudo nos passeios de um dia, como Victoria ou Whistler.
Entre parques urbanos, mercados à beira-mar e passeios de montanha, essas são algumas das melhores coisas para fazer em Vancouver para quem está organizando a viagem e a maior parte pode ser reservada com antecedência para garantir vaga na alta temporada.