
Saber como pagar em Havana é uma das dúvidas mais importantes de quem planeja uma viagem a Cuba e também uma das que mais gera confusão. A resposta direta é: dinheiro em espécie é praticamente obrigatório. O país funciona majoritariamente no modo cash, e quem chega dependendo de cartão pode se surpreender negativamente logo nos primeiros passos.
A moeda oficial de Cuba é o peso cubano (CUP), e desde 2021 é a única em circulação legal no país, depois que o governo eliminou o peso conversível (CUC). Na prática, porém, euros e dólares americanos ainda circulam amplamente, especialmente em Havana, onde alguns serviços turísticos chegam a cobrar diretamente nessas moedas.
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Não leve reais. O real brasileiro não é aceito para câmbio em Cuba, nem nas casas de câmbio oficiais, nem para pagar serviços em restaurantes ou transporte. A recomendação é converter os reais em euros ou dólares americanos ainda no Brasil e levar o dinheiro em espécie.
O euro e o dólar americano são as moedas com maior valor para fazer câmbio, tanto no mercado oficial quanto no paralelo. Na comparação entre os dois, o euro costuma ter uma cotação ligeiramente mais favorável no mercado informal de Havana.
Este é o ponto mais importante para não perder dinheiro na ilha. Em Cuba convivem duas realidades cambiais bem diferentes.
O câmbio oficial acontece nas CADECAs (casas de câmbio do governo), bancos e hotéis. Na CADECA, a cotação praticada é de aproximadamente 1 dólar = 110 pesos cubanos. Já o câmbio paralelo, que é o praticado entre pessoas físicas e estabelecimentos privados, oferece valores muito mais vantajosos. Nos últimos meses, a taxa do dólar no mercado informal cubano tem mostrado tendência de alta, passando de 435 pesos cubanos em novembro de 2025 para 485 CUP em fevereiro de 2026. O euro consolidou sua posição como a moeda mais valorizada no mercado paralelo cubano, impulsionada pela sua baixa circulação e pela preferência de muitos cubanos com vínculos familiares na Europa.
Devido a essa diferença acentuada, o câmbio paralelo é hoje o mais praticado em Cuba, inclusive pelos turistas.
A opção mais segura e prática para fazer câmbio em Havana são os próprios anfitriões de hospedagem, guias locais ou motoristas de táxi de confiança. Muitos anfitriões realizam esse tipo de troca diretamente com os hóspedes ou indicam alguém de confiança para intermediar. A taxa costuma seguir a média do mercado paralelo e é quase sempre muito superior ao valor oficial.
Em Habana Vieja é comum que ofereçam serviço de câmbio na rua, mas por questões de segurança não se recomenda fazer a troca dessa forma. O risco de golpes e notas falsas é real. Para quem prefere o circuito oficial, já é possível fazer câmbio ao desembarcar no Aeroporto Internacional José Martí, em Havana. Nos bancos, a cotação costuma ser um pouco melhor do que nas casas de câmbio, mas nem toda agência bancária realiza compra e venda de moedas.
A realidade dos cartões em Havana é limitada. Foram poucos os restaurantes que aceitavam cartão, somente os restaurantes estatais, e mesmo assim não eram todos. Em nenhum dos paladares (restaurantes privados) eram aceitos cartões; o pagamento era sempre em dinheiro vivo.
Vale a pena levar o cartão porque algumas compras só são feitas por esse meio, como passagens de ônibus turísticos de Havana para Playa del Este ou de Trinidad a Playa Ancón. Nas agências da Cubatur, por exemplo, só aceitam cartão.
Há outro detalhe importante para o bolso do viajante brasileiro: nas compras internacionais com cartão de crédito e nos saques incide o IOF de 6,38% sobre o valor convertido em reais. Por isso, o cartão deve ser encarado como complemento, não como forma principal de pagamento.

Não são tantos os caixas eletrônicos disponíveis pela cidade, bem menos do que em cidades com múltiplos bancos. O Banco Metropolitano é o que aparece com maior frequência em Havana e em outras cidades cubanas.
O saque em caixa eletrônico é recomendado apenas como recurso de emergência. Levar moeda em espécie é sempre a opção mais vantajosa.
Não existe uma resposta única para isso, já que depende do estilo de viagem, mas há alguns parâmetros úteis. Em Havana, os preços variam bastante entre o circuito turístico e os espaços voltados ao cubano médio. Jantar em um paladar privado, pegar um táxi clássico e visitar atrações turísticas são experiências com custo mais elevado, enquanto comer em mercados locais e usar o transporte público sai por muito menos.
Vale lembrar que Cuba registrou inflação de 30,7% em 2024 e as previsões para os próximos períodos indicam que os preços seguem em alta. Isso significa que o poder de compra dentro do país muda com frequência, e é importante estar preparado para um cenário de custos mais altos do que o esperado por quem já visitou Cuba alguns anos atrás.
Uma dica prática: troque o dinheiro em pequenas quantidades ao longo da viagem. Converter tudo de uma vez torna mais difícil o câmbio reverso caso sobre dinheiro, trocar pesos cubanos de volta para dólares é significativamente mais complicado do que o processo inverso.
Uma dica útil é reservar passeios e atividades em Havana com antecedência, porque assim você não precisa gastar com isso no destino e pode ter mais controle dos gastos.
| Situação | Forma recomendada |
|---|---|
| Restaurantes privados (paladares) | Dinheiro em espécie (CUP) |
| Hotéis e grandes estabelecimentos | Cartão aceito na maioria |
| Táxis e carros antigos | Dólares ou CUP |
| Mercados e comércio local | CUP |
| Passagens de ônibus turístico | Cartão ou dólar |
| Câmbio | Mercado paralelo com pessoa de confiança |
Para conhecer mais destinos, vale a pena dar uma olhada em ônibus e trens e visitar com economia. Além disso, o aluguel de carro é uma boa opção para se locomover com autonomia e segurança.
O cartão de crédito tem aceitação bastante limitada em Havana. Funciona principalmente em hotéis, supermercados estatais e agências de turismo. A grande maioria dos restaurantes privados, táxis e atrações exige pagamento em dinheiro vivo. Além disso, compras internacionais com cartão no Brasil sofrem incidência de IOF de 6,38%, o que torna a opção pouco vantajosa financeiramente.
Não. O real brasileiro não é aceito para câmbio em Cuba, nem nas casas de câmbio oficiais nem no mercado paralelo. O correto é converter os reais em euros ou dólares americanos ainda no Brasil e levar o valor em espécie.
O euro costuma ser a moeda mais valorizada no mercado paralelo de Havana, com cotações superiores às do dólar americano. Isso significa mais pesos cubanos por cada unidade trocada. O dólar também é amplamente aceito e tem boa liquidez, especialmente para pagamentos diretos em serviços turísticos.
O lugar mais seguro e vantajoso para trocar dinheiro em Havana é com o anfitrião da própria hospedagem ou com guias e taxistas de confiança indicados por ele. Evitar câmbio com desconhecidos nas ruas de Habana Vieja é fundamental para não cair em golpes ou receber notas falsas.
Sim, existem, mas em número reduzido. O Banco Metropolitano é a instituição com maior presença de ATMs na cidade. No entanto, saques em caixas eletrônicos são recomendados apenas como recurso emergencial, pois há incidência de IOF e a disponibilidade de máquinas funcionando não é garantida.
O valor ideal depende do estilo da viagem, mas é importante considerar que Cuba passou por inflação elevada recentemente e os preços seguem em alta. A recomendação geral é levar mais do que se imagina necessário, já que sacar dinheiro localmente pode ser complicado. Para viagens com hospedagem em casas particulares e alimentação em paladares, calcule com margem folgada para cada dia.
Quem viaja a Havana precisa se preparar para uma experiência financeira diferente do habitual. A cidade funciona no ritmo do dinheiro vivo, e quem entende essa dinâmica desde o começo aproveita muito mais a viagem sem surpresas desagradáveis.
Saber como pagar em Havana também é entender a lógica local: há dois mercados cambiais funcionando em paralelo, e o mais vantajoso para o turista costuma ser o informal, desde que feito com pessoas de confiança. Trocar euros ou dólares com o próprio anfitrião da hospedagem é, na prática, a combinação ideal de segurança e bom câmbio.
Por fim, a recomendação mais valiosa é simples: leve mais dinheiro do que imagina que vai precisar. Cuba tem uma economia em transformação constante, com preços que variam e nem sempre é fácil sacar em caixas eletrônicos. Chegar bem abastecido de divisas estrangeiras — de preferência euros — é o melhor seguro financeiro para curtir e entender como pagar em Havana com tranquilidade