
A moeda em Chicago é o dólar americano (USD), a mesma utilizada em todo os Estados Unidos. Para o viajante brasileiro, isso significa que toda a preparação financeira da viagem passa por converter reais em dólares antes de embarcar, ou carregar um cartão internacional que faça essa conversão automaticamente. Em junho de 2026, o dólar comercial está cotado próximo a R$ 5,02, o que torna o planejamento ainda mais importante para não perder dinheiro no câmbio.
Você pode encontrar opções de passagens aéreas baratas para Chicago e também vale entender como funciona o sistema financeiro por lá e qual a melhor estratégia para cada tipo de gasto.
Chicago é uma cidade altamente digitalizada. A grande maioria dos restaurantes, lojas, museus, transporte e atrações aceita cartão de crédito e débito internacional sem nenhum problema. As bandeiras Visa e Mastercard têm cobertura praticamente universal. Carteiras digitais como Apple Pay e Google Pay também funcionam muito bem na cidade.
Mesmo assim, ter algum dinheiro em espécie é recomendável. Gorjetas em restaurantes, pequenos comércios de bairro, mercados de rua, táxis independentes e algumas atrações locais ainda funcionam melhor com dinheiro vivo. Não é necessário carregar muito, mas ter entre US$ 100 e US$ 200 em notas acessíveis pode evitar constrangimentos.
Essa é a pergunta que mais afeta o bolso do viajante. Existem três caminhos principais: dinheiro em espécie, cartão de crédito internacional e contas globais em dólar. Cada um tem vantagens e desvantagens.
Dinheiro em espécie é a opção que não cobra IOF sobre cada gasto. Você apaerta a taxa no momento da compra e ela não muda mais. A desvantagem é carregar físicamente o dinheiro e a exposição a perda ou roubo. Uma quantia razoável de US$ 200 a US$ 500 por pessoa costuma cobrir gorjetas, transporte e pequenas despesas do dia a dia.
Cartão de crédito brasileiro tradicional é o mais prático, mas o mais caro. Além do câmbio turismo — que é sempre mais alto que o comercial — incide IOF sobre cada compra internacional. Outro ponto de atenção: a taxa de câmbio é aplicada no fechamento da fatura, não no dia da compra, o que pode gerar surpresas se o dólar subir enquanto você ainda está viajando.
Contas globais em dólar (como Nomad ou Wise) tornaram-se a opção favorita dos brasileiros que viajam com frequência. Essas plataformas permitem carregar dólares na cotação comercial — a mais barata — e pagar IOF significativamente menor que nos cartões convencionais. O cartão funciona no exterior como qualquer débito internacional e pode ser recarregado pelo celular a qualquer momento. Para quem quer planejar com antecedência, é possível ir comprando dólares aos poucos conforme a cotação estiver mais favorável.
A dica é simples: não espere chegar lá para trocar. As casas de câmbio nos aeroportos americanos costumam praticar taxas menos vantajosas. O ideal é comprar os dólares em espécie no Brasil, em casas de câmbio de confiança, preferencialmente em cidades grandes onde a concorrência mantém as taxas mais competitivas. Alguns serviços entregam o dinheiro em domicílio, o que facilita bastante a logística.
Se precisar sacar dinheiro em Chicago, os caixas eletrônicos estão disponíveis em toda a cidade, inclusive no aeroporto O'Hare. O saque no exterior costuma ter uma taxa por operação além do câmbio aplicado pelo banco. Para minimizar isso, faça poucos saques e em valores maiores.

Não existe um valor único, pois tudo depende do estilo de viagem, dos dias de estadia e dos passeios em Chicago. Porém, algumas referências ajudam na estimativa:
Uma refeição casual em um restaurante popular custa em torno de US$ 15 a US$ 25 por pessoa. Jantares em restaurantes mais elaborados facilmente passam de US$ 50 por pessoa, sem contar as gorjetas, que em Chicago ficam entre 18% e 20% do valor da conta. O transporte público é eficiente e econômico, mas se a ideia for alugar um carro ou usar ônibus, o orçamento muda. Passeios, ingressos para museus e atrações também precisam entrar no cálculo.
Uma estimativa conservadora para viagens com programação turística moderada é de US$ 100 a US$ 150 por dia por pessoa, sem incluir hospedagem. Para quem planeja fazer compras ou frequentar restaurantes sofisticados, esse valor sobe consideravelmente. Vale pesquisar antecipadamente as opções de hotéis em Chicago para não ter surpresas com os custos totais da viagem.
Algumas atitudes simples fazem diferença real no orçamento da viagem:
Avisar o banco ou a operadora do cartão sobre a viagem internacional antes de embarcar evita o bloqueio das compras por suspeita de fraude, um problema comum e irritante. Também vale carregar sempre mais de uma forma de pagamento: um cartão como reserva e algum dinheiro vivo para emergências.
Evitar o câmbio feito no hotel é outra regra básica. Hotéis costumam cobrar taxas muito acima do mercado. Da mesma forma, trocar dinheiro em locais turísticos movimentados, como a Magnificent Mile, pode sair mais caro do que em uma casa de câmbio especializada.
Por fim, lembre-se de guardar os comprovantes de compra. Além de ajudar no controle do orçamento, alguns estados americanos permitem solicitar reembolso do imposto sobre compras feitas por turistas estrangeiros.
O dólar americano (USD). Nenhuma outra moeda é aceita nos comércios locais.
Sim. Cartões das bandeiras Visa e Mastercard funcionam na grande maioria dos estabelecimentos. Informe à operadora antes de viajar para liberar o uso internacional.
De forma geral, as melhores taxas para dinheiro em espécie são encontradas em casas de câmbio no Brasil. Evite trocar no aeroporto americano, onde as taxas costumam ser menos favoráveis.
Sim, mas não todo o dinheiro da viagem. Uma quantia razoável em notas cobre gorjetas, transporte e pequenas compras. O restante pode ser gerenciado com cartão ou conta global.
Atualmente o IOF sobre compras internacionais com cartão de crédito é de 3,5%. Em contas globais como Nomad ou Wise, a alíquota aplicada é menor. Consulte as condições do seu cartão antes de viajar.
Quem entrar nos Estados Unidos com mais de US$ 10.000 em espécie (ou o equivalente em outra moeda) precisa declarar o valor na alfândega. Abaixo desse valor, não há obrigação de declaração.
Planejar bem a questão da moeda em Chicago é um passo fundamental para aproveitar a viagem sem sustos financeiros. Com a combinação certa de espécie, cartão e conta global, é possível economizar e ter liberdade para explorar tudo o que a cidade tem a oferecer.