Bianca do Turismocity

Moeda em Porto: como pagar e quanto levar

Atualizado em Martes 3, Marzo 2026 Postado em Martes 3, Marzo 2026 em Recomendações de viagem

Está pensando em viajar para Portugal mas não sabe qual moeda em Porto é mais indicada? Aqui vamos te contar sobre qual a moeda é usada, quais as melhores formas de pagamento e uma estimativa de gastos diário para a sua viagem. 

Antes de tudo, aproveita para buscar as melhores opções de passagens aéreas para Porto e também de hotéis em Porto

Qual é a moeda em Porto

A moeda oficial do Porto é o euro (EUR), a mesma de toda a zona euro. Para viajantes brasileiros, a conversão oscila bastante ao longo do ano, e cada decisão de pagamento (cartão, dinheiro, saque) carrega um custo diferente que impacta direto no orçamento final da viagem.

Um erro comum é assumir que basta levar reais e trocar no desembarque. Quem faz isso no aeroporto Francisco Sá Carneiro paga spreads que chegam a 8% acima do câmbio comercial. Essa diferença, aplicada sobre os gastos de uma semana inteira, representa dezenas de euros perdidos antes mesmo de sair do terminal.

O Porto é uma cidade onde o cartão de crédito ou débito internacional funciona na grande maioria dos estabelecimentos. Restaurantes, supermercados, museus, o metrô e até muitos táxis aceitam pagamento por aproximação ou chip. Diferente de destinos onde o dinheiro vivo domina, a estratégia mais inteligente é apoiar-se no cartão e reservar euros em espécie para situações específicas. A mesma lógica vale para outros países europeus, e quem pesquisa sobre a moeda em Lisboa percebe que a dinâmica de pagamento é muito parecida.

Essas situações existem e não são raras. Barracas no Mercado do Bolhão, pequenos cafés tradicionais na Ribeira, vendedores de castanhas nas ruas do centro histórico e algumas tascas familiares ainda operam só com dinheiro. Ter entre 30 e 50 euros no bolso para esses momentos evita a frustração de encontrar um lugar autêntico e não conseguir pagar.

Tarifas escondidas ao pagar com cartão

A conversão dinâmica de moeda (DCC) e as taxas do emissor do cartão são os dois custos que mais corroem o orçamento de quem paga com cartão no Porto sem atenção. Identificá-los antes da viagem protege o orçamento de perdas que passam despercebidas na hora do pagamento.

A conversão dinâmica funciona assim. Na hora de pagar, a maquininha pergunta se o viajante quer que a cobrança seja feita em euros ou em reais. A resposta certa é sempre euros. Quando a cobrança é feita em reais, o estabelecimento ou a operadora da maquininha aplica uma taxa de câmbio própria, bem pior que a taxa do banco emissor do cartão. Essa pergunta aparece em restaurantes, hotéis e até em caixas eletrônicos. Recusar a conversão e pagar em euros transfere o câmbio para o banco brasileiro, que cobra menos.

Sobre as taxas do cartão, cada banco tem política própria. Cartões de crédito internacionais brasileiros cobram IOF de 4,38% sobre compras no exterior. Cartões de débito internacionais e contas globais (como as oferecidas por fintechs) reduzem esse custo para 1,1% de IOF. A diferença é significativa ao longo de uma semana inteira de viagem.

Para dimensionar o orçamento, os custos reais do Porto ajudam. O transporte público funciona com o cartão Andante, recarregável e aceito no metrô e nos ônibus da zona central. Conhecer o sistema de transporte público do Porto antes de chegar evita gastos desnecessários com táxi.

Uma refeição completa em uma tasca tradicional, com prato do dia, bebida e café, fica entre 8 e 14 euros. Restaurantes turísticos na Ribeira cobram o dobro ou mais pelo mesmo tipo de refeição. As principais atrações do Porto têm ingressos acessíveis, desde a Torre dos Clérigos até as caves de vinho do Porto em Vila Nova de Gaia com degustação incluída.

Orçamento diário aproximado por perfil de viajante

PerfilGasto diárioO que inclui
Econômico45 a 60 eurosHostel, tascas e transporte público
Médio80 a 120 eurosHotel simples, restaurantes variados e algumas atrações pagas
Confortável150 a 220 eurosHotel bem localizado, restaurantes recomendados e experiências como cruzeiros no Douro

Esses valores não incluem hospedagem no perfil confortável, que varia muito conforme a localização e a época do ano. Para comparar preços de voos e pacotes antes de fechar a viagem, plataformas como Turismocity permitem ver todas as opções de companhias aéreas em uma busca só, o que ajuda a encaixar o aéreo dentro do orçamento total. O Porto é um dos destinos baratos Europa quando comparado a capitais como Paris ou Amsterdã, especialmente na baixa temporada.

Onde trocar euros e quanto levar

O melhor lugar para trocar reais por euros no Porto são as casas de câmbio no centro da cidade, especialmente na região da Rua de Santa Catarina e nas imediações da Praça da Liberdade. Essas casas operam com spreads menores, bem abaixo do que cobram as casas de câmbio dentro do aeroporto ou nos hotéis.

Sacar dinheiro em caixas eletrônicos (chamados Multibanco em Portugal) é outra opção viável. A rede Multibanco está espalhada por toda a cidade e funciona com cartões internacionais das bandeiras Visa e Mastercard. O saque em si não cobra taxa do lado português na maioria dos terminais, mas o banco brasileiro cobra IOF e alguns adicionam uma tarifa fixa de saque internacional. Por isso, sacar valores maiores em menos operações reduz o impacto dessas taxas fixas.

Um alerta importante sobre os Multibancos. A tela do caixa eletrônico também oferece a conversão dinâmica, exibindo o valor em reais. Sempre escolher "débito em euros" e deixar o banco emissor fazer a conversão.

Para se locomover pela cidade você pode buscar o aluguel de carro ou ainda se for visitar outros destinos de Portugal ou da Europa, pode buscar opções de ônibus ou trens

Quanto dinheiro em espécie levar

  • Quem já tem um cartão internacional com boas condições consegue cobrir uma semana com 100 a 150 euros em espécie, destinados a pequenos gastos em locais que não aceitam cartão, eventuais gorjetas (não obrigatórias em Portugal, mas apreciadas em valores de 5% a 10%) e uma reserva mínima de emergência
  • Quem prefere usar mais dinheiro vivo ou não tem cartão internacional com taxa competitiva precisa de 50 a 70 euros por dia em espécie, o que significa trocar ou sacar volumes maiores

Uma estratégia eficiente é trocar uma quantia pequena no Brasil antes de embarcar para cobrir o transporte do aeroporto e o primeiro dia, e resolver o restante já no Porto, em casas de câmbio do centro ou via saque no Multibanco. Essa combinação dá segurança na chegada sem exigir que o viajante carregue grandes quantias desde o Brasil. 

O Porto recompensa quem planeja os gastos antes de pisar na cidade. A combinação de um cartão com boas condições internacionais, uma quantia moderada de euros em espécie e a disciplina de recusar a conversão dinâmica em toda maquininha e caixa eletrônico protege o orçamento de perdas evitáveis. Uma dica é ter seus passeios e atividades em Porto reservados com antecedência para ter controle dos gastos e até do roteiro. 

Posso usar Pix ou pagamento por celular no Porto?

Pix não funciona em Portugal, já que é um sistema exclusivo do Brasil. Pagamentos por aproximação via Apple Pay ou Google Pay vinculados a cartões internacionais funcionam normalmente na maioria dos estabelecimentos do Porto.

Vale a pena abrir uma conta em fintech só para a viagem ao Porto?

Sim, a economia é real. A diferença de IOF entre um cartão de crédito tradicional (4,38%) e uma conta global de fintech (1,1%) representa mais de 20 euros de economia em uma semana com gastos de 700 euros.

1 passageiro, econômica
Ver datas mais baratas

Você quer ser o primeiro a saber quando houver voos baratos??