
A moeda no Cairo é a libra egípcia (símbolo £, código EGP), e entender como funciona o sistema de pagamentos na capital egípcia faz toda a diferença para planejar o orçamento da viagem. O bom: o Egito é um destino acessível para brasileiros, e a libra egípcia tem um câmbio bastante favorável. O desafio: não é possível comprar libras egípcias no Brasil, e o uso de cartão ainda tem limitações em muitos locais. A seguir, tudo o que você precisa saber antes de embarcar.
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A moeda oficial do Egito é a libra egípcia (EGP). Cada libra equivale a 100 piastras. As notas mais comuns circulam nas denominações de 5, 10, 20, 50, 100 e 200 libras, e as moedas em 25 e 50 piastras, além de 1 libra. Uma curiosidade prática: as notas antigas trazem os valores apenas em árabe, enquanto as mais recentes incluem numerais em inglês também, o que facilita a vida do turista.
Atualmente, cada real brasileiro equivale a aproximadamente 9 libras egípcias, uma relação bastante favorável para quem viaja do Brasil. Isso significa que o custo de vida no Cairo, já baixo em termos absolutos, fica ainda mais atrativo na conversão.
A libra egípcia não está disponível nas casas de câmbio brasileiras. Por isso, o primeiro passo é trocar reais por uma moeda intermediária: dólar americano, euro ou libra esterlina. As três são aceitas para câmbio no Egito, mas o dólar costuma ser o mais prático, tanto pela maior aceitação quanto pela facilidade de encontrar casas de câmbio com boas taxas.
Ao chegar no Cairo, você pode trocar nos seguintes lugares:
Um detalhe importante: o aeroporto também tem casas de câmbio, mas as taxas ali tendem a ser as menos vantajosas. Vale trocar só o mínimo necessário ao desembarcar e buscar melhores condições na cidade.
Cartões internacionais das bandeiras Visa e Mastercard funcionam em hotéis, restaurantes de médio e alto padrão, grandes supermercados e algumas lojas em áreas turísticas como o bazar Khan el-Khalili. O American Express também é aceito em alguns estabelecimentos, mas com menor frequência.
O problema aparece quando se sai das zonas turísticas: mercados tradicionais, táxis, transporte público, atrações históricas e museus exigem pagamento em libras egípcias em espécie. Nem dólar, nem euro são aceitos nesses locais, apenas a moeda local. Portanto, depender exclusivamente do cartão no Cairo não é uma estratégia segura.
Outro ponto a considerar: compras com cartão de crédito no exterior envolvem IOF de 6,38%, enquanto a troca de moeda em espécie tem IOF de apenas 1,1%. Para viagens mais longas, essa diferença pode representar uma economia relevante.

O Egito é um dos destinos mais baratos do mundo para turistas brasileiros. Uma estimativa para uma viagem com hospedagem simples, alimentação, transporte e entradas em atrações fica em torno de 600 EGP por dia, o equivalente a cerca de 65 reais na cotação atual. Quem prefere hotéis mais confortáveis à beira do Nilo ou refeições em restaurantes sofisticados deve planejar um orçamento mais generoso, mas ainda assim abaixo do que seria necessário em destinos europeus ou norte-americanos.
Alguns valores de referência para orientar o planejamento:
Uma dica: leve o dinheiro em notas novas e limpas. Casas de câmbio egípcias frequentemente recusam cédulas amassadas, rasgadas ou muito antigas.
No Egito, a gorjeta — chamada de baksheesh — é parte da cultura e quase sempre esperada: em táxis, hotéis, guias turísticos e até em banheiros públicos. Ter sempre notas pequenas (5 e 10 libras) facilita muito essa rotina sem criar constrangimentos.
Fique atento a um golpe comum nos mercados: vendedores que citam o preço em "libras" mas, na hora de cobrar, afirmam que se trata de libras esterlinas, a moeda britânica, muito mais cara. Confirme sempre a moeda antes de fechar qualquer compra.
Ao sair para passeios, evite levar todo o dinheiro de uma vez. Guarde a maior parte no hotel e leve apenas o necessário para o dia.
Com o financeiro organizado, fica muito mais fácil curtir o que a capital egípcia tem de melhor: as Pirâmides de Gizé, o Museu Egípcio, a Cidadela de Saladino, o bazar Khan el-Khalili e um cruzeiro pelo Rio Nilo ao entardecer. Para explorar tudo isso com tranquilidade, vale planejar cada etapa com antecedência.
O Turismocity também oferece uma seleção completa de atividades e passeios em Cairo, desde visitas às pirâmides até tours gastronômicos pelo centro histórico. Para quem quer mais liberdade de deslocamento dentro do país, é possível encontrar aluguel de carros e opções de ônibus para conectar Cairo a outras cidades egípcias.
Não. O real não é aceito como moeda de pagamento no Egito e raramente pode ser trocado por libras egípcias no país. O caminho certo é trocar reais por dólares, euros ou libras esterlinas ainda no Brasil e fazer a conversão para EGP ao chegar.
A combinação é a estratégia mais inteligente. Use cartão em hotéis e restaurantes maiores para aproveitar limites e benefícios, e mantenha sempre um bom volume em libras egípcias para mercados, museus, táxis e gorjetas.
As casas de câmbio nas ruas comerciais e os bancos locais oferecem as melhores taxas. Evite câmbio no aeroporto para grandes quantias e fuja de estabelecimentos que oferecem trocar moeda estrangeira como “favor”, a cotação quase sempre vai contra você.
Sim. Os ATMs no Cairo distribuem libras egípcias e são amplamente disponíveis. Prefira caixas de bancos conhecidos como Banque Misr ou CIB e recuse sempre a opção de conversão dinâmica de moeda.
Para uma viagem de sete dias com gastos moderados (hospedagem intermediária, passeios, alimentação e transporte), a estimativa gira em torno de 4.200 EGP, o equivalente a aproximadamente 460 reais na cotação atual. Para quem prefere mais conforto ou pretende fazer muitas atividades, o ideal é dobrar esse valor.
Conhecer como funciona a moeda no Cairo antes de viajar evita surpresas e garante muito mais tranquilidade na hora de aproveitar um dos destinos mais fascinantes do mundo. Com um bom planejamento financeiro, dá para fazer o dinheiro render bastante e ainda sobrar espaço no orçamento para aquela lembrança especial no Khan el-Khalili.