
O que fazer em Chicago é uma dúvida comum entre quem planeja conhecer uma das cidades mais vibrantes dos Estados Unidos. A resposta passa por arquitetura premiada, museus de classe mundial, parques à beira do Lago Michigan e atrações que vão do esporte à gastronomia. Não à toa, a cidade bateu recorde de visitantes recentemente: segundo a Choose Chicago, agência oficial de turismo local, quase 57 milhões de pessoas visitaram o destino no último ano, gerando mais de 21 bilhões de dólares em impacto econômico.
Para quem vem do Brasil, a boa notícia é que dá para montar um roteiro completo combinando pontos turísticos clássicos com experiências mais originais, sem depender de carro para se locomover.
Quem parte de São Paulo pode contar com voo direto da United Airlines entre o Aeroporto de Guarulhos e Chicago, com duração média de pouco mais de 10 horas. Vale pesquisar as passagens aéreas para Chicago com antecedência, já que os valores costumam variar bastante conforme a época do ano.
Já dentro da cidade, o transporte público é o meio mais prático para conhecer as atrações. A Chicago Transit Authority opera o icônico trem elevado conhecido como "L", com oito linhas identificadas por cores, além de uma extensa rede de ônibus urbanos. A Blue Line liga diretamente o aeroporto O'Hare ao centro da cidade, enquanto a Orange Line conecta o aeroporto Midway ao Loop, a região central. Para quem for se hospedar por lá, vale já conferir hotéis em Chicago bem localizados perto das estações de metrô.
Quem prefere mais liberdade para passeios fora do centro pode considerar o aluguel de carros, embora o trânsito na região central não seja lá muito amigável. Já quem está viajando por diferentes cidades do Meio-Oeste americano e quer economizar tempo entre trechos, vale olhar as opções de ônibus interurbanos que conectam Chicago a outros destinos da região.
A cidade é considerada berço da arquitetura moderna americana, e explorar seus arranha-céus é quase obrigatório. Uma boa forma de começar é com um free tour pela cidade do vento, que percorre a região central a pé e conta histórias sobre a formação do destino, incluindo a curiosidade de que parte do parque à beira do Lago Michigan foi, na verdade, construída sobre o próprio lago.
Para se aprofundar na história dos prédios, vale reservar o ingresso do Chicago Architecture Center, que reúne exposições sobre os arquitetos responsáveis pelos edifícios mais famosos da cidade. O centro também é parceiro de um passeio de barco pelo lago Michigan, cruzeiro de cerca de 90 minutos pelo Rio Chicago que passa por mais de 50 construções históricas e opera durante boa parte do ano.
Ver Chicago do alto é uma das experiências mais marcantes do destino. O 360 Chicago Observation Deck fica no 94º andar de um dos prédios mais altos da Magnificent Mile e oferece vista de 360 graus sobre o lago e o horizonte da cidade.
Outra forma de contemplar a paisagem é literalmente girar sobre ela: o ingresso da roda-gigante Centennial Wheel, na Navy Pier, dá acesso a uma das atrações mais fotografadas da cidade, que completou recentemente dez anos de operação. Com cerca de 60 metros de altura e cabines climatizadas, ela funciona o ano todo, mesmo nos dias mais frios.

Assistir a um jogo de beisebol é uma experiência clássica para quem visita os Estados Unidos, e em Chicago dá para torcer por um dos times mais tradicionais da Liga Americana. O ingresso para ver o White Sox jogar garante acesso ao Rate Field, no lado sul da cidade, casa da equipe desde a década de 1990.
Para quem gosta de música e história, vale reservar a visita guiada pelo Chicago Theatre, palco lendário que já recebeu algumas das maiores estrelas da música norte-americana ao longo de quase um século de existência.
Chicago também é conhecida por seus museus, muitos deles concentrados na região do Museum Campus. O ingresso do Museu Field de História Natural garante acesso a fósseis, múmias egípcias e um acervo que atravessa milhões de anos de história natural, com audioguia incluso.
Já no bairro de Hyde Park fica o ingresso do Griffin Museum of Science and Industry, um dos maiores museus de ciências do hemisfério ocidental. Antigo Museum of Science and Industry, o espaço foi renomeado em homenagem a uma doação recorde, mas manteve experimentos práticos e exposições queridas por gerações de visitantes, como o submarino alemão da Segunda Guerra Mundial e a réplica de uma mina de carvão.
Além dos clássicos, Chicago tem opções mais lúdicas para quem viaja em grupo ou com crianças. Os ingressos do Color Factory Chicago dão acesso a um museu interativo instalado na Willis Tower, com salas coloridas e imersivas inspiradas na cultura da cidade.
Já o ingresso do Museu do Sorvete de Chicago propõe uma experiência bem mais doce, com degustações e ambientes pensados para despertar a criança interior de qualquer visitante.
Para quem quer economizar tempo e ver várias atrações em um único passeio, o ônibus turístico de Chicago percorre os principais pontos da cidade em um roteiro flexível, com paradas livres ao longo do caminho.
Como se vê, a lista do que fazer em Chicago vai muito além dos pontos turísticos mais óbvios. Entre arquitetura, museus, parques e experiências gastronômicas, a cidade reserva atrações para todos os perfis de viajante. Antes de fechar o roteiro, vale a pena conferir com calma as atividades em Chicago disponíveis e organizar os passeios por região, para aproveitar cada dia sem perder tempo se deslocando pela cidade.
Os meses de verão, entre junho e agosto, concentram a maior parte dos eventos e festivais da cidade, mas também atraem mais turistas. Primavera e outono costumam oferecer temperaturas mais amenas e boas condições para passeios ao ar livre.
Um roteiro de três a quatro dias já permite visitar as principais atrações do centro, os museus do Museum Campus e ao menos um passeio pelo Lago Michigan ou pelo Rio Chicago.
Sim, especialmente nas áreas turísticas como o Loop, a Magnificent Mile e a região da Navy Pier. Como em qualquer grande cidade, o recomendável é redobrar a atenção durante a madrugada e evitar estações mais vazias.
Não é necessário. A cidade tem um dos maiores sistemas de transporte público dos Estados Unidos, e a maior parte das atrações do centro pode ser visitada a pé ou de trem "L".
Quando a pergunta é o que fazer em Chicago as repostas são muitas já que a cidade reserva atrações para todas as idades, bolsos e tipos de viajantes. Com organização e planejamento é possível conhecer tudo o que a cidade tem a oferecer sem gastar demais!